Domingo, 14 de Março de 2010

Imagina (meu amor)...

 

Tenho várias obras em execução, mas para já, aqui fica a última que brotou da minha inspiração visual e literária... e do meu íntimo. Primeiro escrevi, depois pintei. Decidi combinar e resultou assim...

 

 

 

Título: Imagina (, meu amor)...

90cm x 70 cm

Técnica Mista sobre tela (duas telas)

Ano: 2010

Sara 

 

Ok, agora alguns pormenores...

 

 

 

 

 

publicado por Sara V. às 11:15

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Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Poemas de "Alma Ibérica"

E como o prometido é devido, aqui fica a selecção poética que utilizei no meu quadro “Alma Ibérica”.

 

Assim, na barra lateral direita temos o nosso Fernando Pessoa, com dois poemas do livro “Mensagem”.
Mar Português
 Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
 
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma nao é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
 
 O Infante
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce. Deus quis que a terra fosse toda uma, Que o mar unisse, já não separasse. Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
 E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
 Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
Na parte debaixo temos Miguel de Unamuno com...
¡Dime qué dices, mar!
¡Dime qué dices, mar, qué dices, dime!
Pero no me lo digas; tus cantares
son, con el coro de tus varios mares,
una voz sola que cantando gime.

Ese mero gemido nos redime
de la letra fatal, y sus pesares,
bajo el oleaje de nuestros azares,
el secreto secreto nos oprime.

La sinrazón de nuestra suerte abona,
calla la culpa y danos el castigo;
la vida al que nació no le perdona;

de esta enorme injusticia sé testigo,
que así mi canto con tu canto entona,
y no me digas lo que no te digo.
 
 
Seguido do conhecido García Lorca com o poema...
 
Poema de la siguiriya gitana. La Guitarra
Empieza el llanto
de la guitarra.
Se rompen las copas
de la madrugada.
Empieza el llanto
de la guitarra.
Es inútil callarla.
Es imposible
callarla.
Llora monótona
como llora el agua,
como llora el viento
sobre la nevada.
Es imposible
callarla.
Llora por cosas
lejanas.
Arena del Sur caliente
que pide camelias blancas.
Llora flecha sin blanco,
la tarde sin mañana,
y el primer pájaro muerto
sobre la rama.
¡Oh, guitarra!
Corazón malherido
por cinco espadas.
 
E mais um excerto do seu poema...
 
Alma Ausente 
(...)No te conoce nadie. No. Pero yo te canto.
Yo canto para luego tu perfil y tu gracia.
La madurez insigne de tu conocimiento.
Tu apetencia de muerte y el gusto de su boca.

La tristeza que tuvo tu valiente alegría.
Tardará mucho tiempo en nacer, si es que nace,
un andaluz tan claro, tan rico de aventura.
Yo canto su elegancia con palabras que gimen
y recuerdo una brisa triste por los olivos.
publicado por Sara V. às 17:01

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Sara

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